EMBOLIZAÇÃO UTERINA Setembro 6, 2009
Posted by katia in Uncategorized.Tags: EMBOLIZAÇAO UTERINA, GINECOLOGIA, MIOMAS, miomectomia, TECNOLOGIAS DA SAUDE EM GINECOLOGIA, TRATAMENTO MIOMAS
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Até recentemente, as únicas modalidades terapêuticas para a miomatose sintomática eram o tratamento cirúrgico ou o tratamento hormonal.
A partir de 1991, um grupo de médicos franceses começou a utilizar clinicamente a embolização uterina como alternativa para o tratamento dos miomas de útero. Os resultados iniciais dessa experiência foram publicados na prestigiosa revista The Lancet, em 1995, e sugeriam que se tratava de um método altamente eficiente para o controle dos sintomas da miomatose uterina(7).
A partir de então, numerosas experiências clínicas foram surgindo ao redor do mundo, determinando a validade e promissão desse procedimento percutâneo(8-15).
A embolização uterina é um método minimamente invasivo de radiologia intervencionista que consiste no bloqueio intencional das artérias que nutrem os miomas, provocando, dessa maneira, a sua isquemia e morte. Para isso, um fino cateter é introduzido com anestesia local por meio de punção da artéria femoral na virilha e, mediante visão fluoroscópica gerada por um equipamento de angiografia digital, o cateter é conduzido até as artérias uterinas. Nesse local são injetadas pequenas esferas de gelatina com tamanho ao redor de 500 m até entupir os ramos que levam sangue para os miomas(16).
Desde que começamos a aplicar esta técnica no Brasil, em 1999, já tratamos mais de 450 pacientes. Os resultados técnicos e clínicos dessa experiência inicial foram previamente publicados(17).
Desde a publicação do primeiro trabalho científico sobre embolização uterina, em 1995, muito tem sido aprendido sobre este tema. A enorme quantidade de artigos publicados e trabalhos apresentados em congressos internacionais nos últimos dez anos constitui forte evidência científica para se afirmar que a embolização uterina é método eficaz e seguro para tratar os miomas sintomáticos e representa terapia dominante neste sentido. Estima-se que, até o presente momento, mais de 200.000 pacientes ao redor do mundo tenham sido já tratadas por meio de embolização uterina.
á foi demonstrado que, além de ser seguro e eficaz para controlar os sintomas, o método apresenta algumas vantagens adicionais.
Por ser um método minimamente invasivo, realizado de forma percutânea e com anestesia local, possibilita rápida recuperação clínica, o que permite, conseqüentemente, a rápida retomada das atividades exercidas pelas pacientes. Um estudo realizado no Canadá com mais de 550 mulheres e publicado em 2003 mostrou que 82% das pacientes que fizeram embolização ficaram apenas um único dia no hospital(19).
Num outro estudo realizado nos EUA e publicado em 2004 observou-se que 94% das pacientes que fizeram embolização perderam menos de dez dias de trabalho e que quase 90% das mulheres retomaram integralmente as suas atividades entre duas e três semanas após o tratamento(
Quando os resultados da embolização são comparados com os obtidos após a cirurgia de histerectomia, as vantagens tornam-se mais evidentes. Num estudo randomizado realizado na Espanha, em que foram comparados os resultados do tratamento por embolização e cirurgia de histerectomia, ficou evidente que a embolização propicia estadia hospitalar mais curta, recuperação clínica mais rápida e incidência menor de complicações(21).
Texto extraído de http://www.embolizacaoemioma.med.br/novidades.php?id=32&lindalva=c809b640e5defedcac3ee84327b4c5e2
A emboloterapia, ou simplesmente embolização, é uma técnica de radiologia intervencionista que se aplica clinicamente há mais de 30 anos. Basicamente, consiste na obstrução intencional de um vaso em uma determinada região anatômica para impedir que continue passando sangue neste local. Para isto, um fino tubo plástico, denominado cateter, é introduzido dentro do sistema vascular e, mediante orientação de um aparelho computadorizado que emite raios “X” e permite ao médico enxergar através da pele, o cateter é conduzido até o local onde se deseja interromper o fluxo sanguíneo, o que se consegue com a injeção de diferentes tipos de material apropriado como partículas, fluídos, sustâncias adesivas, balões, espirais metálicas, etc.
Desta forma, a técnica de embolização tem sido empregada na medicina para corrigir numerosos defeitos como sangramentos, aneurismas, malformações vasculares, tumores, etc.
Na área ginecológica, a técnica de embolização tem sido também largamente empregada como tratamento principal em vários tipos de situações hemorrágicas como as observadas no pós-parto, nas alterações placentárias, nas malformações vasculares da pelve, no pós-operatório de intervenções ginecológicas, nos tumores malignos e outras situações similarmente comprometedoras da saúde da mulher.
Pacientes que podem fazer embolização.
Toda mulher que tem mioma no útero e apresenta sintomas desconfortáveis é potencialmente candidata a fazer uma embolização, independentemente da quantidade, tamanho e/ou localização dos nódulos de mioma. Raramente existem situações desfavoráveis que não possam ser tratadas com a embolização uterina. Algumas mulheres requerem uma abordagem apropriada e por isto costumamos dividir as pacientes em quatro grupos: 1) pacientes que se encontram próximas da menopausa, 2) pacientes que já foram submetidas à miomectomia e voltaram a apresentar sintomas, 3) pacientes com desejo de manter a fertilidade, 4) pacientes que já entraram na menopausa e usam tratamento de reposição hormonal.
É importante mencionar que, mesmo que a embolização não produza os resultados desejados, esta raramente inviabilizará ou provocará qualquer complicação que por ventura possa comprometer a realização do tratamento cirúrgico convencional caso este seja necessário. É por isso que a embolização uterina deve ser sempre considerada como a ferramenta terapêutica inicial para os miomas de útero.
Resultados da embolização.
Tecnicamente, a embolização pode ser realizada com sucesso em quase todos os casos. Algumas vezes pode haver situações mais desafiadoras, como acontece nas mulheres que têm uma cirurgia pélvica prévia ou têm variações anatômicas vasculares ou uma patologia vascular associada. Mas a experiência e o treinamento de um profissional qualificado, aliado aos recursos tecnológicos que a medicina moderna oferece, permitem resolver sem intercorrências a maioria dos casos.
Os resultados clínicos da embolização já foram amplamente descritos em inúmeros artigos científicos publicados na literatura médica ao longo dos últimos cinco anos e podem ser resumidos da seguinte maneira:
9 de cada 10 mulheres que tinham sangramento intenso voltam a ter menstruações normais;
9 de cada 10 mulheres que tinham dor provocada por miomas relatam desaparecimento do sintoma;
O tamanho do útero e dos miomas regride em até 50% três meses após a embolização e em até 90% um ano após;
Os efeitos provocados pela embolização são permanentes, o que raramente torna necessário algum procedimento terapêutico adicional.
Problemas e riscos associados com a embolização.
A embolização de miomas é considerada um procedimento muito seguro, porém, há alguns riscos como geralmente acontece com qualquer procedimento médico.
A maioria das mulheres experimenta dor abdominal de tipo cólica nas horas que seguem a embolização. Algumas mulheres sentem também náuseas e febre. Todos estes sintomas podem ser bem controlados com medicação apropriada. Um pequeno número de mulheres pode desenvolver infecções que, em geral, são de fácil controle com antibióticos. Foi reportado que há uma probabilidade de aproximadamente 1% de provocar uma lesão uterina que possa eventualmente exigir uma histerectomia. Uma porcentagem similar de mulheres pode perder os seus ciclos menstruais, isto é, entrar na menopausa após a embolização.
Embora já tenham sido relatados mais de 25.000 casos de embolização uterina na literatura médica, há somente um único relato de óbito ocorrido em uma paciente submetida a embolização uterina.
Impacto da embolização na fertilidade feminina.
Para muitas mulheres, trazer uma criança ao mundo é tal vez o momento mais esperado, e quando realizado, torna-se o mais feliz das suas vidas. Infelizmente, a presença de miomas pode interferir negativamente na fertilidade, evitando que se produza ou que se complete uma gravidez. Este assunto é bastante controvertido, depende basicamente de situações individuais e, portanto, não existe um consenso universal. Felizmente, somente a minoria das mulheres apresenta problemas relacionados com a sua fertilidade em virtude dos miomas.
É muito importante diferenciar duas situações: 1- a mulher que se queixa de infertilidade e em cuja investigação se descobre que tem mioma no útero e 2- a mulher que tem mioma com sintomas importantes e quer preservar a fertilidade.
A embolização é seguramente uma excelente opção para as mulheres na segunda situação.
Foi observado e documentado cientificamente que mulheres que fizeram embolização para tratamento de mioma ou outras patologias ginecológicas não somente engravidaram após o procedimento, mas também tiveram partos normais. Recentemente foi apresentado na Europa um trabalho científico mostrando que 36% de pacientes que realizaram embolização desejando ainda engravidar o lograram. Outro trabalho americano já publicado na literatura médica mostrou que a possibilidade de engravidar após uma embolização é praticamente a mesma que a observada após a miomectomia cirúrgica. Desta forma, parece ser possível concluir que a embolização não provoca um impacto negativo na fertilidade feminina e, portanto, pode-se indicar este tratamento em mulheres que desejam preservar a sua fertilidade.
Aspectos importantes da Embolização Uterina
Embora, de forma geral, a indicação de embolização independa do tamanho, número e localização de nódulos miomatosos, há situações especiais que merecem ser comentadas. Os miomas pediculados, subserosos ou submucosos, constituem um risco para a embolização, pela possibilidade de infarto e desprendimento do parênquima uterino. Com isto podem ocorrer complicações infecciosas intra-abdominais ou intra-uterinas. As duas únicas complicações, em nossa experiência, que requereram procedimento cirúrgico maior (laparotomia) deveram-se justamente à isquemia de miomas subserosos pediculados. Por isso, recomenda-se que miomas pediculados sejam retirados por laparoscopia ou histeroscopia, que podem ser realizadas antes ou depois da embolização se esta for ainda necessária para abordar outros miomas uterinos. Uma das complicações mais temidas da embolização uterina é a possibilidade de desencadear uma menopausa precoce por insuficiência ovariana.
O aparecimento de amenorréia após a EAU tem sido relatado numa incidência que varia de 2% a 15% na população geral submetida ao procedimento(12–15,58–61). Todavia, foi verificado que esta incidência depende da idade da paciente, podendo ser observada em até 43% das pacientes acima dos 45 anos ou em nenhuma (0%) das pacientes abaixo dos 45 anos http://www.scielo.br/pdf/%0D/rb/v36n3/a03v36n3.pdf
Um material muito rico sobre miomas pode ser encontrado em : http://www.gosites.com.br/sggo/pdf.asp?path=302553jh|ggeyny7zmls2rjl4&arq=rcq|hp678762vml
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