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EMBOLIZAÇÃO UTERINA setembro 6, 2009

Posted by katia in Uncategorized.
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Até recentemente, as únicas modalidades terapêuticas para a miomatose sintomática eram o tratamento cirúrgico ou o tratamento hormonal.
A partir de 1991, um grupo de médicos franceses começou a utilizar clinicamente a embolização uterina como alternativa para o tratamento dos miomas de útero. Os resultados iniciais dessa experiência foram publicados na prestigiosa revista The Lancet, em 1995, e sugeriam que se tratava de um método altamente eficiente para o controle dos sintomas da miomatose uterina(7).

A partir de então, numerosas experiências clínicas foram surgindo ao redor do mundo, determinando a validade e promissão desse procedimento percutâneo(8-15).
A embolização uterina é um método minimamente invasivo de radiologia intervencionista que consiste no bloqueio intencional das artérias que nutrem os miomas, provocando, dessa maneira, a sua isquemia e morte. Para isso, um fino cateter é introduzido com anestesia local por meio de punção da artéria femoral na virilha e, mediante visão fluoroscópica gerada por um equipamento de angiografia digital, o cateter é conduzido até as artérias uterinas. Nesse local são injetadas pequenas esferas de gelatina com tamanho ao redor de 500 m até entupir os ramos que levam sangue para os miomas(16).

Desde que começamos a aplicar esta técnica no Brasil, em 1999, já tratamos mais de 450 pacientes. Os resultados técnicos e clínicos dessa experiência inicial foram previamente publicados(17).
Desde a publicação do primeiro trabalho científico sobre embolização uterina, em 1995, muito tem sido aprendido sobre este tema. A enorme quantidade de artigos publicados e trabalhos apresentados em congressos internacionais nos últimos dez anos constitui forte evidência científica para se afirmar que a embolização uterina é método eficaz e seguro para tratar os miomas sintomáticos e representa terapia dominante neste sentido. Estima-se que, até o presente momento, mais de 200.000 pacientes ao redor do mundo tenham sido já tratadas por meio de embolização uterina.
á foi demonstrado que, além de ser seguro e eficaz para controlar os sintomas, o método apresenta algumas vantagens adicionais.

Por ser um método minimamente invasivo, realizado de forma percutânea e com anestesia local, possibilita rápida recuperação clínica, o que permite, conseqüentemente, a rápida retomada das atividades exercidas pelas pacientes. Um estudo realizado no Canadá com mais de 550 mulheres e publicado em 2003 mostrou que 82% das pacientes que fizeram embolização ficaram apenas um único dia no hospital(19).

Num outro estudo realizado nos EUA e publicado em 2004 observou-se que 94% das pacientes que fizeram embolização perderam menos de dez dias de trabalho e que quase 90% das mulheres retomaram integralmente as suas atividades entre duas e três semanas após o tratamento(
Quando os resultados da embolização são comparados com os obtidos após a cirurgia de histerectomia, as vantagens tornam-se mais evidentes. Num estudo randomizado realizado na Espanha, em que foram comparados os resultados do tratamento por embolização e cirurgia de histerectomia, ficou evidente que a embolização propicia estadia hospitalar mais curta, recuperação clínica mais rápida e incidência menor de complicações(21).
Texto extraído de http://www.embolizacaoemioma.med.br/novidades.php?id=32&lindalva=c809b640e5defedcac3ee84327b4c5e2

A emboloterapia, ou simplesmente embolização, é uma técnica de radiologia intervencionista que se aplica clinicamente há mais de 30 anos. Basicamente, consiste na obstrução intencional de um vaso em uma determinada região anatômica para impedir que continue passando sangue neste local. Para isto, um fino tubo plástico, denominado cateter, é introduzido dentro do sistema vascular e, mediante orientação de um aparelho computadorizado que emite raios “X” e permite ao médico enxergar através da pele, o cateter é conduzido até o local onde se deseja interromper o fluxo sanguíneo, o que se consegue com a injeção de diferentes tipos de material apropriado como partículas, fluídos, sustâncias adesivas, balões, espirais metálicas, etc.
Desta forma, a técnica de embolização tem sido empregada na medicina para corrigir numerosos defeitos como sangramentos, aneurismas, malformações vasculares, tumores, etc.
Na área ginecológica, a técnica de embolização tem sido também largamente empregada como tratamento principal em vários tipos de situações hemorrágicas como as observadas no pós-parto, nas alterações placentárias, nas malformações vasculares da pelve, no pós-operatório de intervenções ginecológicas, nos tumores malignos e outras situações similarmente comprometedoras da saúde da mulher.

Pacientes que podem fazer embolização.
Toda mulher que tem mioma no útero e apresenta sintomas desconfortáveis é potencialmente candidata a fazer uma embolização, independentemente da quantidade, tamanho e/ou localização dos nódulos de mioma. Raramente existem situações desfavoráveis que não possam ser tratadas com a embolização uterina. Algumas mulheres requerem uma abordagem apropriada e por isto costumamos dividir as pacientes em quatro grupos: 1) pacientes que se encontram próximas da menopausa, 2) pacientes que já foram submetidas à miomectomia e voltaram a apresentar sintomas, 3) pacientes com desejo de manter a fertilidade, 4) pacientes que já entraram na menopausa e usam tratamento de reposição hormonal.
É importante mencionar que, mesmo que a embolização não produza os resultados desejados, esta raramente inviabilizará ou provocará qualquer complicação que por ventura possa comprometer a realização do tratamento cirúrgico convencional caso este seja necessário. É por isso que a embolização uterina deve ser sempre considerada como a ferramenta terapêutica inicial para os miomas de útero.
Resultados da embolização.
Tecnicamente, a embolização pode ser realizada com sucesso em quase todos os casos. Algumas vezes pode haver situações mais desafiadoras, como acontece nas mulheres que têm uma cirurgia pélvica prévia ou têm variações anatômicas vasculares ou uma patologia vascular associada. Mas a experiência e o treinamento de um profissional qualificado, aliado aos recursos tecnológicos que a medicina moderna oferece, permitem resolver sem intercorrências a maioria dos casos.
Os resultados clínicos da embolização já foram amplamente descritos em inúmeros artigos científicos publicados na literatura médica ao longo dos últimos cinco anos e podem ser resumidos da seguinte maneira:
9 de cada 10 mulheres que tinham sangramento intenso voltam a ter menstruações normais;
9 de cada 10 mulheres que tinham dor provocada por miomas relatam desaparecimento do sintoma;
O tamanho do útero e dos miomas regride em até 50% três meses após a embolização e em até 90% um ano após;
Os efeitos provocados pela embolização são permanentes, o que raramente torna necessário algum procedimento terapêutico adicional.

Problemas e riscos associados com a embolização.
A embolização de miomas é considerada um procedimento muito seguro, porém, há alguns riscos como geralmente acontece com qualquer procedimento médico.
A maioria das mulheres experimenta dor abdominal de tipo cólica nas horas que seguem a embolização. Algumas mulheres sentem também náuseas e febre. Todos estes sintomas podem ser bem controlados com medicação apropriada. Um pequeno número de mulheres pode desenvolver infecções que, em geral, são de fácil controle com antibióticos. Foi reportado que há uma probabilidade de aproximadamente 1% de provocar uma lesão uterina que possa eventualmente exigir uma histerectomia. Uma porcentagem similar de mulheres pode perder os seus ciclos menstruais, isto é, entrar na menopausa após a embolização.
Embora já tenham sido relatados mais de 25.000 casos de embolização uterina na literatura médica, há somente um único relato de óbito ocorrido em uma paciente submetida a embolização uterina.
Impacto da embolização na fertilidade feminina.
Para muitas mulheres, trazer uma criança ao mundo é tal vez o momento mais esperado, e quando realizado, torna-se o mais feliz das suas vidas. Infelizmente, a presença de miomas pode interferir negativamente na fertilidade, evitando que se produza ou que se complete uma gravidez. Este assunto é bastante controvertido, depende basicamente de situações individuais e, portanto, não existe um consenso universal. Felizmente, somente a minoria das mulheres apresenta problemas relacionados com a sua fertilidade em virtude dos miomas.
É muito importante diferenciar duas situações: 1- a mulher que se queixa de infertilidade e em cuja investigação se descobre que tem mioma no útero e 2- a mulher que tem mioma com sintomas importantes e quer preservar a fertilidade.
A embolização é seguramente uma excelente opção para as mulheres na segunda situação.
Foi observado e documentado cientificamente que mulheres que fizeram embolização para tratamento de mioma ou outras patologias ginecológicas não somente engravidaram após o procedimento, mas também tiveram partos normais. Recentemente foi apresentado na Europa um trabalho científico mostrando que 36% de pacientes que realizaram embolização desejando ainda engravidar o lograram. Outro trabalho americano já publicado na literatura médica mostrou que a possibilidade de engravidar após uma embolização é praticamente a mesma que a observada após a miomectomia cirúrgica. Desta forma, parece ser possível concluir que a embolização não provoca um impacto negativo na fertilidade feminina e, portanto, pode-se indicar este tratamento em mulheres que desejam preservar a sua fertilidade.

Aspectos importantes da Embolização Uterina
Embora, de forma geral, a indicação de embolização independa do tamanho, número e localização de nódulos miomatosos, há situações especiais que merecem ser comentadas. Os miomas pediculados, subserosos ou submucosos, constituem um risco para a embolização, pela possibilidade de infarto e desprendimento do parênquima uterino. Com isto podem ocorrer complicações infecciosas intra-abdominais ou intra-uterinas. As duas únicas complicações, em nossa experiência, que requereram procedimento cirúrgico maior (laparotomia) deveram-se justamente à isquemia de miomas subserosos pediculados. Por isso, recomenda-se que miomas pediculados sejam retirados por laparoscopia ou histeroscopia, que podem ser realizadas antes ou depois da embolização se esta for ainda necessária para abordar outros miomas uterinos. Uma das complicações mais temidas da embolização uterina é a possibilidade de desencadear uma menopausa precoce por insuficiência ovariana.
O aparecimento de amenorréia após a EAU tem sido relatado numa incidência que varia de 2% a 15% na população geral submetida ao procedimento(12–15,58–61). Todavia, foi verificado que esta incidência depende da idade da paciente, podendo ser observada em até 43% das pacientes acima dos 45 anos ou em nenhuma (0%) das pacientes abaixo dos 45 anos http://www.scielo.br/pdf//rb/v36n3/a03v36n3.pdf

Um material muito rico sobre miomas pode ser encontrado em : http://www.gosites.com.br/sggo/pdf.asp?path=302553jh|ggeyny7zmls2rjl4&arq=rcq|hp678762vml

Miomectomia adbominal – o desafio do desconhecido junho 21, 2008

Posted by katia in Saude, Sua Saúde, Uncategorized.
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Os miomas são formações nodulares que se desenvolvem na parede muscular do útero e comumente são chamados de tumores benignos. Mioma NÃO É CÂNCER e não é perigoso! Todavia, dependendo da sua localização, tamanho e quantidade podem ocasionar problemas, incluindo dor e sangramentos intensos.
O tamanho dos miomas pode variar desde muito pequenos a grandes formações que simulam uma gravidez de 5 ou 6 meses. Dependendo da sua localização na parede do útero, os miomas agrupam-se em três tipos: 1- os “subserosos” localizam-se na porção mais externa do útero e geralmente crescem para fora. Este tipo de mioma geralmente não afeta o fluxo menstrual, porém, pode tornar-se desconfortável pelo seu tamanho e pressão sobre outros órgãos da pelve. 2- os “intramurais” crescem no interior da parede uterina e se expandem fazendo com que o útero aumente seu tamanho acima do normal. São os miomas mais comuns e geralmente provocam um intenso fluxo menstrual, dor pélvica ou sensação de peso. 3- os “submucosos” localizam-se mais profundamente, bem por abaixo da capa que reveste a cavidade uterina. São os miomas menos comuns, mas provocam intensos e prolongados períodos menstruais.

Em geral, os sintomas provocados pelos miomas podem ser resumidos a:
Períodos menstruais intensos e prolongados, além de sangramentos mensais atípicos, às vezes com coágulos, e que com alguma freqüência podem levar à anemia.

Estima-se que a mulher perde, normalmente, ao redor de 40ml de sangue a cada menstruação, que geralmente dura entre 3 a 5 dias. Como isso varia muito de mulher para mulher, considera-se que um período menstrual intenso ou prolongado é aquele que provoca uma perda maior do que 100ml ou tem uma duração maior que 7 dias. Todavia, resulta impraticável quantificar a perda sangüínea a cada menstruação. Em outras palavras, não dá para medir a quantidade de sangue que uma mulher perde na sua menstruação e assim saber se tem fluxo normal ou intenso. Geralmente as mulheres se queixam da progressão da intensidade. Isto é, a cada menstruação o fluxo vai se tornando mais intenso, obrigando a trocar absorventes com mais freqüência ou até usar fraldas durante os dias de maior intensidade. É geralmente nestes dias que a mulher não quer sair de casa, marcar atividades profissionais ou sociais, devido ao desconforto provocado pela sua menstruação, ou até para evitar situações embaraçosas ou constrangedoras.
Como se diagnosticam os miomas.
Os miomas são inicialmente diagnosticados durante um exame ginecológico. O médico ginecologista realiza um exame pélvico para sentir se o útero está com tamanho aumentado e de forma irregular. Embora muitos médicos tenham experiência suficiente para perceberem as alterações do útero miomatoso através do exame físico inicial, deve-se ter cautela ao afirmar um diagnóstico baseado simplesmente no exame físico. Existem muitas outras situações que podem levar ao aumento do tamanho uterino ou das outras estruturas da pelve que podem simular uma miomatose.
Por isso, o diagnóstico de mioma deve, necessariamente, ser confirmado com exames complementares.
A presença do mioma é facilmente confirmada com um exame de ultra-som de abdome e pelve. O ultra-som é um exame de diagnóstico por imagem que utiliza como princípio as ondas de ultra-sonido. Esta tecnologia é similar à utilizada pelos barcos e submarinos para localizarem estruturas abaixo da água. As ondas de sonido são convertidas em imagem e documentadas em um filme radiográfico ou impressas em papel fotográfico. O exame de ultra-som é realizado com um transdutor que é posicionado sobre a barriga (ultra-som abdominal) ou mais comumente dentro da vagina (ultra-som trans vaginal). O ultra-som permite verificar a posição do útero, quantificar o seu tamanho e verificar com facilidade a localização, distribuição e tamanho de nódulos de mioma. (webmioma@webmioma.com.br)

E comigo… não foi diferente… após um exame de rotina fiquei sob suspeita de uma gravidez de quatro meses… (rs) ou um grande mioma…. Após o ultra-som…surpresa! Um grande mioma subseroso se encontrava em mim… e por diversas recomendações resolvi retira-lo o quanto antes!

Mas, antes disso, vieram as perguntas… como, quando, porquê… é benigno… um cancêr… poderei engravidar um dia após a cirurgia… tem que tirar o útero… Dúvidas, medos, receios e claro… trabalhamos né! Quanto tempo de cirurgia… e o pós-operatório… é complicado…quanto tempo terei que me ausentar… Enfim… 

E graças a Deus, não só pela excelente médica ginecologista, que muito me esclareceu… diversas outras médicas (os), clínicas e desculpe a medicina… pacientes… sim… mulheres como eu resolveram descrever em seus blogs como foi, as angústias que passaram, o que sentiram e o day after para nos tranquilizarmos… Falo nos tranquilizarmos pois após a diversas leituras, tomei a decisão de realizar a cirurgia imediatamente com muito tranquilidade…

Citarei ao final deste post os principais blogs encontrados…

Voltando a questão dos miomas afinal, quais são os tratamentos utilizados, porque e quais as consequências após a cirurgia…

Os miomas devem ser sempre tratados?
NÃO!!!
É importante lembrar que mioma é uma lesão BENIGNA do útero e NINGUÉM MORRE POR CAUSA DE MIOMA.
O conceito universal é que o mioma deve ser tratado somente quando causa problemas, isto é, quando provoca sintomas.
Acontece que os sintomas provocados pelos miomas são muitas vezes bastante subjetivos e a sua percepção depende de conceitos sociais e culturais que cada mulher carrega consigo e a faz perceber, ou não, uma situação desconfortável.
Por exemplo, algumas mulheres que sangram seguramente mais de 100ml a cada ciclo menstrual e inclusive algumas que usam fraldas acham que têm uma menstruação normal porque “sempre foi assim”. Diferentemente, outras mulheres que somente usam um único absorvente ao dia queixam-se de uma menstruação muito intensa. Mulheres com úteros discretamente aumentados queixam-se de uma desagradável distensão abdominal e outras com útero muito além do tamanho normal não expressam queixa alguma. Da mesma forma, a limiar para a dor varia muito de um indivíduo para outro. Mulheres acostumadas com cólicas menstruais ou que passaram por vários partos acabam lidando melhor com este sintoma.
Por tudo isso, costuma-se dizer que quem indica a necessidade de tratamento do mioma não são os médicos e sim as próprias mulheres que percebem uma situação desconfortável e desejam muda-la.
Assim, quando a mulher que tem mioma no útero conclui que está levando uma vida desconfortável por causa dele, passa então a avaliar as várias opções de tratamento que existem para mudar esta situação.
Todavia, é importante que nesta circunstancia as mulheres façam algumas considerações importantes. Mulheres com mioma que procuram por tratamento devem se perguntar: “Por que eu quero ou preciso de tratamento?” “Qual a minha expectativa em relação ao tratamento?” “Com qual tratamento irei me sair melhor?”
Isto pode parecer bastante simples, mas muitos ficariam surpresos com a quantidade de mulheres que procuram tratamento sem conseguir responder adequadamente a estas perguntas; muitas mulheres, mesmo sem nunca terem manifestado qualquer sintoma ou queixa, passam a considerar a opção de tratamento simplesmente porque este foi recomendado a elas; mas elas não têm uma visão clara de como o tratamento mudará as suas vidas. Isto é particularmente sério quando a opção de tratamento pode ser tão agressiva quanto uma cirurgia que as leve a perderem o seu útero.

Opções terapêuticas para os miomas.
Existem basicamente três tipos de tratamento para os miomas de útero: tratamento medicamentoso, tratamento cirúrgico ou tratamento por embolização uterina.

Tratamento medicamentoso
A terapia medicamentosa é geralmente o primeiro passo no tratamento dos miomas. Há uma variada gama de medicamentos que podem ser utilizados para o tratamento dos miomas. Eles podem ser usados para controlar o sangramento ou inibir o crescimento dos miomas ou até para tentar reduzir o seu tamanho. Medicamentos que auxiliam a coagulação, antiinflamatórios não hormonais ou compostos hormonais podem ser usados nesta fase e, na maioria das vezes, são suficientes para controlar os sintomas sem precisar de uma terapia adicional. Alguns compostos hormonais apresentam certos efeitos colaterais e outros riscos quando utilizados cronicamente e, por isto, geralmente, são indicados de forma temporária. É importante mencionar que os miomas normalmente voltam a crescer quando a terapia medicamentosa é interrompida.
Um grupo bastante utilizado de medicamentos é os chamados “Análogos Gonadotróficos” (GnRH). Estes remédios provocam uma falsa menopausa bloqueando o estímulo cerebral para liberação de estrogênio pelo ovário. Desta forma, produzem uma diminuição do fluxo sangüíneo para o útero e os miomas, provocando a sua redução de tamanho. São especialmente úteis para tratar o sangramento provocado pelos miomas. O problema destes medicamentos é que o seu efeito é reversível. Isto é, quando a sua utilização é suspensa os miomas voltam a crescer e os sintomas voltam a incomodar. Outro problema é que, enquanto são utilizados, as pacientes podem experimentar sintomas típicos de menopausa como ondas de calor, insônia, secura vaginal, diminuição da libido, perda temporária de memória, além de sujeitá-las a um risco maior de desenvolver osteoporose e infarto de miocárdio.
Os compostos hormonais à base de progesterona, como são as modernas pílulas anticoncepcionais, vêm também conquistando certa preferência para o tratamento da miomatose sintomática. A sua utilização prolongada tem mostrado eficácia para controlar sangramentos e até para diminuir o tamanho dos miomas. Porém, os seus efeitos adversos como o aumento de peso, a depressão anímica ou a secura vaginal fazem com que o tratamento crônico com compostos de progesterona em geral não seja bem tolerado pelas mulheres que o utilizam.

Tratamento cirúrgico
Do ponto de vista genérico, pode-se dizer que existem dois tipos de tratamento cirúrgico: o tratamento radical (histerectomia), que consiste na extirpação cirúrgica de todo o útero, e o tratamento conservador (miomectomia), que consiste na extirpação cirúrgica somente dos miomas.
Como mencionado anteriormente, a histerectomia é a cirurgia universalmente mais difundida e aplicada no ambiente ginecológico. Provoca alívio definitivo dos sintomas e é razoavelmente segura.

Talvez seja por este motivo que continua nos surpreendendo a liberalidade com que se indica uma histerectomia, algumas vezes em pacientes absolutamente assintomáticas ou com sintomas discretos. Com certa freqüência, mulheres que já completaram os seus desejos gestacionais e que realizam um exame ginecológico ou uma ultra-sonografia de rotina e descobrem que são portadoras de mioma são histerectomizadas sem necessidade. Que dizer daquelas que apresentam sintomas evidentes e requerem formalmente de tratamento!
Argumentos do tipo “para que deixar o útero que pode desenvolver um câncer” ou “melhor tirar agora antes que cresça e torne o tratamento mais difícil” ou “a histerectomia melhora a satisfação sexual” têm fundamentado a indicação desta cirurgia mutiladora.
Desconsideram-se assim os aspectos desconfortáveis relacionados a uma cirurgia formal, como a prolongação da estadia hospitalar e da retomada das atividades normais. Além disto, não se enfoca com seriedade a existência de numerosos problemas emocionais relacionados com a perda do útero, pela sua identidade de gênero, como preconizam os defensores dos direitos reprodutivos e da sexualidade, e que merecem toda a nossa atenção.
Ao longo dos últimos dois anos, temos recebido no consultório dezenas de mulheres que vieram procurar informações sobre o tratamento de mioma pela técnica de embolização e que invariavelmente tinham consultado previamente um ou vários ginecologistas havendo sido indicada a histerectomia como forma de tratamento. O surpreendente é que a metade destas, não manifestava qualquer sintoma ou queixa relacionada com a sua miomatose.
Quando necessária, a histerectomia pode ser realizada por via vaginal, laparoscópica ou abdominal, como é mais convencional. Este procedimento cirúrgico requer anestesia geral, demanda três ou quatro dias de hospitalização e quatro a seis semanas de recuperação.
Embora sendo realizada tecnicamente de forma perfeita, a histerectomia pode provocar algumas complicações a médio e longo prazo. Algumas mulheres experimentam alteração na sua sensação sexual e principalmente na qualidade do orgasmo após a cirurgia. Tem sido aventado que durante o orgasmo há contrações dos músculos da parede uterina, o que não mais acontece após a remoção cirúrgica do útero. Tem sido também mencionado que algumas mulheres submetidas a histerectomia apresentam um encurtamento da vagina e diminuição da libido. Estes tipos de complicações que estão associadas às cirurgias pélvicas têm sido responsáveis pela procura de procedimentos menos radicais por parte das mulheres que requerem tratamento para os miomas.
Por estas razões, acreditamos que a cirurgia de histerectomia, em qualquer circunstância, é a última opção para o tratamento dos miomas sintomáticos.

A miomectomia é um procedimento cirúrgico que remove somente o mioma, não todo o útero, preservando assim a capacidade da mulher para engravidar.
Há várias técnicas para realizar a miomectomia, que incluem: a via histeroscópica, a via laparoscópica ou a via abdominal.
A miomectomia por via histeroscópica é utilizada somente para extrair os miomas que se encontram por debaixo da camada interna do útero e se exteriorizam para a cavidade uterina. Não se requer qualquer incisão cirúrgica. O médico introduz um tubo flexível, chamado histeroscópio, através da vagina e colo uterino e, com instrumentos, apropriados extrai o mioma. Este procedimento é realizado geralmente de forma ambulatorial e com anestesia.
A miomectomia laparoscópica é utilizada para extrair miomas que se encontram na porção externa do útero. Pequenas incisões são realizadas na parede abdominal, por onde são introduzidos uma microcâmera de vídeo e instrumentos apropriados para realizar a extração do mioma. Este procedimento é realizado com anestesia geral.
A miomectomia abdominal é um procedimento cirúrgico formal que consiste na realização de uma incisão na parede abdominal para aceder ao útero e uma outra incisão no útero para extrair o mioma. Esta cirurgia requer anestesia geral e demanda três ou quatro dias de hospitalização e quatro a seis semanas de recuperação. Após a extração do mioma, o útero é suturado.
Por ser o útero um órgão muito bem irrigado, a miomectomia pode ocasionar sangramentos intensos que podem carecer de transfusões sangüíneas intra-operatórias. Com alguma freqüência, cirurgias programadas para serem uma miomectomia acabam convertendo-se em histerectomia devido aos problemas técnicos durante o ato cirúrgico.
A miomectomia acompanha-se freqüentemente de bons índices de sucesso para controlar os sintomas, porém, quanto maior número de miomas tiver o útero, menor sucesso terá a cirurgia. Adicionalmente, os miomas podem voltar a crescer alguns meses ou anos após a miomectomia.
Embora a miomectomia tenha sido idealizada para ser aplicada em pacientes que desejam preservar a fertilidade, isto não ocorre em grande parte das pacientes. Aliás, somente uma de cada três pacientes submetidas à miomectomia consegue engravidar após a cirurgia. Na tentativa de preservar a fertilidade, a miomectomia pode provocar bridas e aderências entre os órgãos do abdome inferior e a pelve que ocasionam infertilidade. »

Os efeitos bom…. Inicialmente a licença médica seria de 15 dias mas após este período é impossível ficar sentada mais de uma hora… Doi mesmo…. Assim vou para um período de + 30 dias… a coceira da cicatrização é natural… existem algumas dores abdominais… mais como dizem… é uma cesária sem bêbê!!!!!

Até a proxima…. seguem abaixo os blogs consultados…

 

http://especularodela.blogspot.com/2008/04/menstruao-d-sinal.html

http://www.portaldomioma.com/ 2008/ 02/ miomectomia.html

http://www.portaldomioma.com/ 2008/ 02/ embolizao-de-miomas-uterinos.html

http://www.minhavida.com.br/MostraMateria20.vxlpub?codMateria=2033

http://www.webmioma.com.br/pg/miomas.html

http://claudiagiane.zip.net/arch2008-03-01_2008-03-31.html#2008_03-21_21_21_22-4076213-0E (mais…)

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